quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Barco quase morto...

O farol?
Sim, não vejo nada.
Ou será que já não sou…
Morri?
Em vez de mim quem está?
Eu?

Embarcação amarrada ao cais,
Da saudade e da esperança.
Dos mares todos
E dos fundos

Navegar, sim, quero navegar.
Deixem-me ir…
Ir e voltar…
Viver,
Ir e voltar…
É no mar que o barco tem de morrer!

Cansado do cais,
Ânsia de vento e luz.

Abdul-Hamid

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